Skip to content
Ramo jovem de Quercus palustris com folhas de carvalho-dos-pântanos profundamente lobadas e de ponta cerdosa, e rebentos de bronze contra um fundo de relva
Photo: Krzysztof Golik (CC BY-SA 4.0)
6 min de leitura

Carvalho-dos-pântanos

Quercus palustris

Família · Fagaceae

O carvalho-dos-pântanos gosta de argila húmida mas amarelece em solo alcalino, exige poda na janela certa contra a murchidão e dá bolotas tóxicas para cavalos.

Moderada Sol pleno a meia-sombra Humidade regular, tolera argila húmida e inundação ocasional Tóxica para cavalos (ASPCA); não avaliada para cães ou gatos

Quercus palustris

Ficha técnica

  • RegaAltoRegue a cada 10 dias
  • Exposição à luzSol parcial
  • Zona de rusticidadeUSDA 4–8

Crescimento

Família
Fagaceae
Ciclo
Perene
Velocidade de crescimento
7/10
Tamanho adulto
1500–2100 cm
Largura
1200–1800 cm
Multiplicação
  • Semente

FloraçãoAmentilhos discretos na primavera antes das folhas, seguidos de pequenas bolotas amargas no outono

Dormênciacaducifólia, marcescente em crescimento jovem e ramos inferiores

Tempo até à maturidadeatinge o tamanho adulto ao longo de várias décadas; primeiras bolotas aos 15 a 20 anos

Solo

Tipos de solo
argiloso, franco, arenoso

Luz e localização

Origem
Sul do Ontário até ao centro-norte e este dos Estados Unidos
Onde colocá-la
  • Árvore de arruamento
  • Parque
  • Terreno baixo e húmido
  • Exemplar isolado em relvado

Segurança

Toxicidade
  • CavalosTóxica

Dados:GBIF Backbone Taxonomy: Quercus palustriPlants of the World Online (Kew): QuercuNC State Extension Gardener Plant ToolboASPCA Toxic and Non-Toxic Plants: OakUniversity of Minnesota Extension: Preve

Onde cresce

Distribuição mundial

Carvalho-dos-pântanos é nativa de 2 países: Canadá e Estados Unidos.O GBIF regista 151.103 identificações documentadas em 42 países, com as maiores concentrações em Estados Unidos, Alemanha e Bélgica.

Estados Unidos · 140.954Alemanha · 4.232Bélgica · 1.865Países Baixos · 946França · 561África do Sul · 501Canadá · 393Reino Unido · 208Espanha · 187Nova Zelândia · 118Polônia · 118Austrália · 86Suécia · 85Coreia do Sul · 58Hungria · 29Suíça · 18Portugal · 18Letônia · 17Tchéquia · 14Brasil · 11Japão · 11Romênia · 11Dinamarca · 10Luxemburgo · 10China · 9Itália · 8Áustria · 6Irlanda · 5Rússia · 4Eslováquia · 4Estônia · 3Ucrânia · 3Bielorrússia · 2Chile · 2Lituânia · 2Malaui · 2Malásia · 2Argentina · 1Geórgia · 1Filipinas · 1
Identificações151,1 milPaíses nativos2
  • Canadá
  • Estados Unidos

Pontos de amarelo a laranja: concentração de identificações documentadas por país. Países a verde: área nativa com fonte. Fonte: GBIFÁrea nativa segundo o POWO (Kew).

Um carvalho-dos-pântanos a crescer num canto baixo e húmido do jardim está exatamente onde a espécie quer estar: a Quercus palustris é um dos poucos carvalhos que aguenta bem argila pesada e encharcada e inundações ocasionais, desenvolvendo sozinha a sua forma piramidal e de ramos descaídos até ao chão, sem qualquer condução. Se as folhas começarem a ficar amarelo-vivo entre as nervuras em pleno verão, enquanto as próprias nervuras se mantêm verdes, trata-se de clorose férrica causada por solo alcalino, e não de um problema de rega; é a queixa mais comum sobre esta árvore. A vantagem de um carvalho-dos-pântanos jovem é ser uma das árvores de grande porte mais fáceis de transplantar: o seu sistema radicular fibroso e superficial transplanta-se com muito mais sucesso do que a raiz principal profunda de um carvalho-alvarinho ou de um carvalho-de-bolota.

Origem e um Carvalho-vermelho de Crescimento Rápido

A Quercus palustris pertence à família das fagáceas, Fagaceae, no género Quercus, segundo a GBIF Backbone Taxonomy. O Plants of the World Online regista a sua área nativa desde o sul do Ontário até ao centro-norte e este dos Estados Unidos, onde cresce naturalmente em florestas de fundo de vale e de planície aluvial, sobre o terreno húmido e mal drenado a que o seu nome comum em inglês se refere (palustris significa «amante do pântano»). Dentro do grupo dos carvalhos vermelhos, é invulgarmente rápido para um carvalho, o que, aliado à sua tolerância a terrenos difíceis, o tornou uma das árvores de rua e de parque mais plantadas em toda a metade oriental da América do Norte e, mais tarde, em cidades temperadas de todo o mundo.

Forma: Piramidal em Jovem, Descaída na Base

O porte de ramificação é suficientemente distintivo para identificar a árvore à distância no inverno: os ramos superiores erguem-se, os ramos médios ficam aproximadamente horizontais e os ramos inferiores apontam para o chão, por vezes baixo o suficiente para roçar a relva num exemplar isolado. Isso dá a um carvalho-dos-pântanos jovem uma pirâmide compacta e formal, apreciada pelos arboricultores municipais para arruamentos, embora a copa se alargue e arredonde com a idade, atingindo eventualmente 15 a 21 m de altura e 12 a 18 m de largura. Sem poda, os ramos inferiores descaídos acabam por precisar de ser levantados para libertar passagem de peões ou de veículos, um trabalho melhor feito no calendário de dormência descrito adiante do que como urgência no verão.

Tolerância a Argila Húmida e Preferência de Solo

O carvalho-dos-pântanos tolera solo argiloso, franco ou arenoso, e terreno que permaneça ocasionalmente húmido ou inunde brevemente, condições que atrofiariam ou matariam muitas outras espécies de carvalho. O que não tolera é solo alcalino ou calcário: precisa de terreno ácido, abaixo de pH 6, aproximadamente, e dá o seu melhor em solo de fundo de vale húmido e naturalmente ácido, semelhante ao seu habitat selvagem. Plantado em argila neutra a alcalina, comum em construções recentes, sobretudo onde os construtores calcarizaram o solo ou onde a água de escoamento do betão elevou o pH perto de fundações e passeios, sofre desde a primeira estação.

Clorose Férrica: o Clássico Carvalho-dos-pântanos Amarelo

A clorose interveinal, tecido foliar amarelo entre nervuras ainda verdes, é o problema característico do carvalho-dos-pântanos em solo alcalino, causada pelo ferro se tornar quimicamente indisponível para as raízes assim que o pH sobe demasiado, e não por falta de ferro no próprio solo. Sem correção ao longo de várias estações, espalha-se do crescimento mais novo para baixo, através de toda a árvore, enfraquecendo-a e podendo eventualmente matá-la. Um teste de solo antes de plantar é a verdadeira solução: em terreno que dê resultado alcalino, escolher outro carvalho é mais fiável do que tentar acidificar indefinidamente um grande local de plantação com tratamentos de enxofre ou ferro quelatado que apenas gerem o sintoma.

Marcescência: Folhas Que Recusam Cair

Os carvalhos-dos-pântanos jovens, e os ramos inferiores dos mais velhos, retêm com frequência folhas mortas e acastanhadas durante o inverno, em vez de as deixar cair no outono, um traço chamado marcescência que o carvalho-dos-pântanos partilha com a faia e o carpino. Este traço esbate-se à medida que a árvore amadurece, e a copa superior costuma perder as folhas normalmente bem antes dos ramos inferiores o fazerem, pelo que um exemplar adulto mostra ramos superiores nus sobre uma saia de folhas castanhas a chocalhar mais abaixo, até que o novo crescimento primaveril finalmente empurra as velhas para fora.

Murchidão do Carvalho e Quando Podar

O carvalho-dos-pântanos pertence ao grupo dos carvalhos vermelhos, que desenvolve e espalha a murchidão do carvalho mais depressa e com sintomas mais graves do que os carvalhos brancos depois de infetado; uma árvore adulta pode perder a maior parte da copa em poucas semanas após a infeção. Os técnicos florestais de extensão agrícola consideram a primavera a janela de poda de maior risco, porque os besouros que se alimentam de seiva e transportam o fungo estão mais ativos aproximadamente de abril a julho, e uma ferida de poda fresca deixada por selar nesse período é um convite aberto. Pode o carvalho-dos-pântanos na estação de dormência, de novembro a março, e se for preciso cortar um ramo, ou este partir durante a estação de crescimento, sele o corte de imediato com pasta cicatrizante, em vez de o deixar exposto.

Pragas, Outras Doenças e Erros Comuns

Além da murchidão do carvalho e da clorose, o carvalho-dos-pântanos é propenso à bolha da folha do carvalho, ao míldio do carvalho-dos-pântanos e ao cancro por Dothiorella, e hospeda os habituais insetos que se alimentam de carvalhos, incluindo vespas-das-galhas que criam galhas redondas em ramos e folhas, além da lagarta-cigana, serrilhas e várias lagartas, nenhuma delas normalmente grave o suficiente para justificar tratamento numa árvore já estabelecida. O erro de plantação mais comum é colocar um carvalho-dos-pântanos numa cova pequena e cercada de pavimento, ou numa ilha de estacionamento com terra de enchimento alcalina e compactada, exatamente o cenário em que parece saudável durante uns anos e depois entra em declínio por clorose; dê-lhe antes espaço em terreno naturalmente ácido e retentor de humidade.

Bolotas: Tóxicas para Cavalos, Amargas para Todos os Outros

As bolotas e a folhagem do carvalho-dos-pântanos contêm galotaninos que a ASPCA classifica como tóxicos especificamente para cavalos, causando perturbações digestivas, sintomas semelhantes a cólicas e, em quantidade, sobrecarga renal; o risco é maior na primavera, quando os cavalos pastam rebentos e folhas jovens, ou num ano de seca, quando a forragem escasseia e os animais recorrem às bolotas caídas. As mesmas bolotas são demasiado amargas e tânicas para consumo humano cru, embora os taninos possam ser retirados com os mesmos métodos de demolha e fervura usados noutras bolotas de carvalhos vermelhos. Cães que se empanturrem com uma grande quantidade de bolotas de qualquer espécie enfrentam um risco genuíno de obstrução e problemas digestivos, mas o carvalho-dos-pântanos em si não consta da lista avaliada de plantas tóxicas da ASPCA para cães ou gatos.

Compartilhar

Teste os seus conhecimentos sobre plantas

Toque num cartão para o virar e revelar a resposta.

O carvalho-dos-pântanos tolera solo argiloso húmido e mal drenado melhor do que a maioria dos outros carvalhos. Toque para revelar
A NC State Extension nota que o carvalho-dos-pântanos tolera solos mal drenados e alguma inundação, ao contrário da maioria das outras espécies de carvalho.
Folhas amarelas e cloróticas no carvalho-dos-pântanos durante o verão significam normalmente que o solo é demasiado ácido. Toque para revelar
A clorose férrica no carvalho-dos-pântanos é causada por solo alcalino que torna o ferro indisponível para as raízes, o oposto de solo ácido.
Por ter um sistema radicular fibroso e superficial, o carvalho-dos-pântanos é mais fácil de transplantar do que carvalhos com raiz principal profunda. Toque para revelar
A NC State Extension descreve o carvalho-dos-pântanos como de raízes superficiais e fácil transplante.
Podar um carvalho-dos-pântanos em abril, maio ou junho representa o maior risco de espalhar a murchidão do carvalho. Toque para revelar
As orientações de extensão universitária situam o maior risco de murchidão do carvalho aproximadamente entre abril e julho, quando os besouros que se alimentam de seiva estão mais ativos.
A ASPCA classifica as bolotas do carvalho-dos-pântanos como tóxicas para cães e gatos. Toque para revelar
A ficha da ASPCA sobre o carvalho (Quercus) classifica-o como tóxico para cavalos; não consta da lista avaliada para cães ou gatos.

Fontes

Referências consultadas para este guia

Plantas semelhantes