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Grande plano de uma flor pálida em trombeta de Lilium longiflorum totalmente aberta, mostrando as pétalas brancas curvas e as anteras escuras, castanho-avermelhadas, carregadas de pólen, com mais flores de lírio-da-páscoa desfocadas ao fundo
Photo: Gzen92 (CC BY-SA 4.0)
6 min de leitura

Lírio-da-Páscoa

Lilium longiflorum

Família · Liliaceae

Os bolbos do lírio-da-páscoa precisam de plantação funda, solo bem drenado, sol em cima e raízes à sombra. Toda a planta, até o pólen, é tóxica para gatos.

Moderado Sol pleno na folhagem e nas flores, com a zona radicular mantida à sombra e fresca Constantemente húmido durante a estação de crescimento; nunca deixar secar por completo (Missouri Botanical Garden) Tóxica para gatos (ASPCA); toda a planta, incluindo pólen e água de jarro, não listada como tóxica para cães ou cavalos

Lilium longiflorum

Ficha técnica

  • RegaAltoRegue a cada 5 dias
  • Exposição à luzSol parcial
  • Zona de rusticidadeUSDA 4–8

Crescimento

Família
Liliaceae
Ciclo
Perene
Velocidade de crescimento
5/10
Tamanho adulto
60–90 cm
Largura
23–30 cm
Multiplicação
  • Bolbo

FloraçãoFlores em trombeta brancas e perfumadas, naturalmente entre junho e agosto; forçadas mais cedo para venda na Páscoa

DormênciaA folhagem seca depois da floração; o bolbo passa o inverno em repouso na terra

Tempo até à maturidadeFloresce no mesmo ano a partir de um bolbo maduro, naturalmente entre junho e agosto (Missouri Botanical Garden)

Solo e clima

Tolerância à seca
Não

Tipos de soloSolo bem drenado, enriquecido com matéria orgânica, Solo de jardim médio a rico, retentor de humidade

Luz e localização

Origem
Sul do Japão e Taiwan (Missouri Botanical Garden, POWO)
Onde colocá-la
  • Local luminoso, fora do sol direto do meio-dia, para um vaso de oferta forçado
  • Canteiro a sol pleno a meia-sombra, protegido de vento forte
  • Recipiente fundo, correspondente à profundidade de plantação no exterior, com furos de drenagem

Segurança

Toxicidade
  • GatosTóxica
  • CãesSegura
  • CavalosSegura

Dados:Lilium longiflorum Thunb., GBIF BackboneLilium longiflorum var. longiflorum | PlComo cultivar lírios, Guia de Cultivo daLilium longiflorum, Plant Finder, MissouLírio-da-Páscoa, Plantas Tóxicas e Não TEscaravelho-do-Lírio, Home & Garden IPM,

Onde cresce

Distribuição mundial

Lírio-da-Páscoa é nativa de 3 países: Filipinas, Japão e Taiwan.O GBIF regista 1.612 identificações documentadas em 38 países, com as maiores concentrações em Taiwan, Japão e China.

Taiwan · 929Japão · 235China · 46Brasil · 41Estados Unidos · 38Costa Rica · 27Coreia do Sul · 24Madagascar · 16México · 16Nova Zelândia · 11Filipinas · 9Canadá · 4Equador · 4Colômbia · 3Nova Caledônia · 3El Salvador · 3Austrália · 2Bélgica · 2Honduras · 2Nicarágua · 2Vietnã · 2Chile · 1Cuba · 1Tchéquia · 1Estônia · 1Espanha · 1Grécia · 1Indonésia · 1Mianmar (Birmânia) · 1Países Baixos · 1África do Sul · 1
Identificações1,6 milPaíses nativos3
  • Filipinas
  • Japão
  • Taiwan

Pontos de amarelo a laranja: concentração de identificações documentadas por país. Países a verde: área nativa com fonte. Fonte: GBIFÁrea nativa segundo o POWO (Kew).

Um lírio que chega como oferta pela Páscoa segue um calendário de forçagem que nada tem a ver com o seu ciclo natural: os produtores refrigeram e aquecem os bolbos de Lilium longiflorum num ciclo controlado para que as trombetas brancas abram num vaso em março ou abril, meses antes de esta espécie florir ao ar livre, onde cresce em estado selvagem. É nativa das ilhas do sul do Japão e de Taiwan, onde floresce no verão, e o mesmo bolbo, uma vez plantado na terra, volta a assentar nesse calendário normal, entre junho e agosto, já no ano seguinte. O vaso trazido do supermercado não precisa de ser deitado fora assim que as flores murcham: corte as hastes gastas, mantenha as folhas a crescer num local luminoso e plante o bolbo no exterior assim que o solo tiver aquecido.

Manter a planta de oferta viva depois da Páscoa

Assim que as flores de um vaso forçado murcham, corte a haste floral, mas deixe as folhas e o caule intactos, continuam a alimentar o bolbo para o ano seguinte. Mantenha a planta num local luminoso e fresco e continue a regá-la e a adubá-la ligeiramente, o mesmo conselho que o Missouri Botanical Garden dá para plantas cultivadas em jardim, até a folhagem amarelecer por conta própria. Resista à tentação de cortar tudo cedo demais só porque a exibição terminou; um lírio forçado a parar de crescer antes de estar pronto produz um bolbo mais pequeno e mais fraco, e muitas vezes falha a floração no ano seguinte.

Plantar o bolbo no exterior

Lilium longiflorum é um lírio de raiz caulinar, ou seja, cria raízes tanto na base do bolbo como ao longo da parte enterrada do caule, pelo que a Royal Horticultural Society recomenda plantá-lo visivelmente mais fundo do que um bolbo de raiz basal, cerca de 15 cm de profundidade. Escolha um local com solo bem drenado; o bolbo apodrece rapidamente se a água se acumular à sua volta, um dos dois problemas que o Missouri Botanical Garden aponta para esta espécie, ao lado da botrytis. O arranjo clássico para este lírio é sol pleno na parte aérea, com a zona radicular mantida à sombra e fresca, seja plantando-o atrás de uma cobertura vegetal mais baixa, seja cobrindo o bolbo com uma camada de cobertura morta depois de plantado, exatamente o que descrevem as próprias notas de cultivo do Missouri Botanical Garden.

Rega

Mantenha o solo à volta do bolbo constantemente húmido durante a estação de crescimento: não é um bolbo tolerante à seca, e o Missouri Botanical Garden é específico ao dizer que o solo não deve secar por completo em nenhuma altura do ano. Num vaso, verifique o substrato alguns centímetros abaixo da superfície e regue quando começar a secar aí, em vez de seguir um calendário fixo; na terra, uma planta já estabelecida geralmente só precisa de rega suplementar durante um período seco de verão. O erro funciona nos dois sentidos: um lírio mantido demasiado seco estagna e deixa cair os botões, um mantido encharcado desenvolve a base do caule mole e descolorida que indica podridão do bolbo em curso.

Cortar flores murchas, estacar e remover as anteras

Corte cada flor logo abaixo do botão murcho à medida que vai passando, mas continue a regar e a adubar a planta depois disso, para que as folhas restantes possam continuar a fortalecer o bolbo; só corte o caule inteiro depois de ele amarelecer e secar naturalmente. Caules altos podem tombar, sobretudo em plantas cultivadas com sombra a mais ou num local exposto e ventoso, por isso coloque uma estaca na altura da plantação, e não depois, quando arrisca espetar o bolbo. Assim que as flores abrem, a maioria dos produtores corta as anteras, as pontas escuras carregadas de pólen no interior de cada flor, com os dedos ou uma tesoura: o pólen cor de ferrugem mancha pétalas, pele e tecido ao contacto, e é uma das formas pelas quais os gatos absorvem uma dose tóxica, pelo que vale a pena removê-lo mesmo numa planta sem qualquer uso previsto como flor de corte.

Pragas e doenças

O escaravelho-vermelho-do-lírio, Lilioceris lilii, um escaravelho de 8 mm, vermelho vivo e com a cabeça preta, é a praga a que se deve estar atento: tanto os adultos como as suas larvas negras, cobertas de excrementos, despem a folhagem depressa o suficiente para deixar uma planta desfolhada em poucos dias e subdesenvolvida no ano seguinte. Chegou à América do Norte através de bolbos importados, registado pela primeira vez em Montreal em 1945 e no Massachusetts em 1992, e os serviços de extensão universitária relatam-no hoje na maior parte do Canadá e em mais de uma dezena de estados dos Estados Unidos, além da sua área já antiga por grande parte da Europa. Verificar a face inferior das folhas em busca de escaravelhos e dos seus aglomerados de ovos alaranjados, e removê-los à mão, é mais fiável à escala de jardim do que a maioria dos pulverizadores. Os afídeos importam menos pelos danos diretos que causam e mais pelo que transmitem: são o principal vetor do vírus do mosaico do lírio, que o Missouri Botanical Garden lista como um problema sem cura uma vez infetada a planta, pelo que manter baixo o número de afídeos serve sobretudo para prevenir essa infeção, e não tanto para proteger as folhas de que se alimentam.

O gesto em vídeo Vire a folha, olhe o verso

Rusticidade e proteção de inverno

O Missouri Botanical Garden classifica esta espécie como resistente da zona USDA 4 à zona 8, uma amplitude maior do que a sua área nativa subtropical faria supor, já que o bolbo tolera mais frio do que a sua origem sugeriria. Na parte mais fria dessa amplitude, ou em qualquer jardim que sofra geada intensa sem cobertura de neve fiável, o conselho dos serviços de extensão universitária é aplicar uma camada espessa de cobertura morta de palha, agulhas de pinheiro ou folhas sobre o canteiro assim que a folhagem seca no outono, retirando-a depois na primavera, à medida que surgem os novos rebentos.

Toxicidade para gatos

A ASPCA lista o lírio-da-páscoa como tóxico especificamente para gatos, não para cães nem cavalos, e o aviso é invulgarmente absoluto para uma planta de jardim: todas as partes são perigosas, incluindo o pólen e até a água de um jarro que tenha tido hastes cortadas, e basta uma exposição pequena para provocar lesão renal aguda. Um gato que lambe o pólen do pelo, mastiga uma folha ou bebe dessa água do jarro pode entrar em insuficiência renal em poucos dias, e um tratamento iniciado mais de cerca de 18 horas depois da exposição costuma já ser tarde para o evitar. Numa casa com gatos, remover as anteras e manter a planta completamente fora de alcance não é uma precaução opcional, é a diferença entre uma planta de interior e uma emergência veterinária.

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Os bolbos do lírio-da-páscoa devem ser plantados pouco fundos, mesmo abaixo da superfície do solo. Toque para revelar
Trata-se de um lírio de raiz caulinar, pelo que a RHS recomenda plantá-lo visivelmente mais fundo do que um bolbo de raiz basal, cerca de 15 cm de profundidade.
Os produtores costumam cortar as anteras para evitar que o pólen manche as pétalas e os tecidos. Toque para revelar
As anteras escuras transportam pólen cor de ferrugem que mancha ao contacto e é uma das formas pelas quais os gatos absorvem uma dose tóxica, pelo que muitos produtores as removem assim que as flores abrem.
O escaravelho-do-lírio, Lilioceris lilii, só existe na Europa e nunca chegou à América do Norte. Toque para revelar
Chegou à América do Norte através de bolbos importados, registado pela primeira vez em Montreal em 1945 e no Massachusetts em 1992, e está hoje presente na maior parte do Canadá e em mais de uma dezena de estados dos Estados Unidos.
Toda a planta deste lírio, incluindo o pólen e a água de um jarro com hastes cortadas, é tóxica para gatos. Toque para revelar
A ASPCA lista-a como tóxica especificamente para gatos; mesmo uma pequena exposição ao pólen ou à água do jarro pode provocar lesão renal aguda.
Um vaso forçado a florir pela Páscoa está a florir no calendário normal deste lírio ao ar livre. Toque para revelar
Os produtores forçam o bolbo com um ciclo controlado de frio e calor para a Páscoa; plantado no exterior, volta a assentar no seu período natural de floração, entre junho e agosto.

Fontes

Referências consultadas para este guia

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