Skip to content
Olaia-americana (Cercis canadensis) num jardim botânico, com a sua copa arredondada e folhas em forma de coração
Photo: Tournasol7 (CC BY 4.0)
8 min de leitura

Olaia-americana

Cercis canadensis

Família · Fabaceae

A olaia-americana floresce nos ramos nus e no tronco, atinge 6 a 9 m e precisa de poda para controlar o cancro Botryosphaeria: local, cultivares, cuidados.

Moderada Sol pleno para a floração mais intensa e melhor cor de cultivar; tolera meia-sombra como árvore de sub-bosque Rega regular durante as primeiras 1-2 estações, enquanto a raiz principal se estabelece; evitar solo encharcado Não listada pela ASPCA como tóxica ou não tóxica para animais de estimação

Cercis canadensis

Ficha técnica

  • RegaModeradoRegue a cada 10 dias
  • Exposição à luzSol parcial
  • Zona de rusticidadeUSDA 4–9

Crescimento

Família
Fabaceae
Ciclo
Perene
Velocidade de crescimento
5/10
Tamanho adulto
600–900 cm
Largura
760–1070 cm
Multiplicação
  • Semente
  • Estaca
  • Enxertia

FloraçãoFlores rosa-magenta em forma de ervilha, agrupadas nos ramos nus e no tronco (cauliflora), de março a maio

Dormênciacaduca, nua no inverno

Tempo até à maturidadegeralmente floresce entre 4 e 6 anos a partir de semente

Solo e clima

Tipos de solo
argila, franco, areia
Tolerância à seca
Não

Luz e localização

Origem
Sudeste do Canadá até ao leste e centro dos Estados Unidos e centro-leste do México
Onde colocá-la
  • relvado aberto ou plantação isolada como exemplar
  • orla de bosque como árvore de sub-bosque
  • local bem afastado de pátios, fundações e passeios

Segurança

Toxicidade
Não listada pela ASPCA como tóxica ou não tóxica para animais de estimação
Seguro para animais
Sim

Dados:GBIF Backbone Taxonomy: Cercis canadensiPlants of the World Online (Kew): CercisMissouri Botanical Garden Plant Finder: NC State Extension Gardener Plant ToolboClemson HGIC: Redbud

Onde cresce

Distribuição mundial

Olaia-americana é nativa de 2 países: Estados Unidos e México.O GBIF regista 74.151 identificações documentadas em 36 países, com as maiores concentrações em Estados Unidos, Canadá e México.

Estados Unidos · 70.089Canadá · 1.132México · 755Paquistão · 334Ucrânia · 41Alemanha · 22Bélgica · 8França · 8Nova Zelândia · 7Polônia · 7Coreia do Sul · 6China · 5Armênia · 4Noruega · 3Suíça · 2Colômbia · 2Espanha · 2Moldávia · 2Namíbia · 2Rússia · 2Argentina · 1Áustria · 1Austrália · 1Brasil · 1Bielorrússia · 1Tchéquia · 1Geórgia · 1Itália · 1Japão · 1Cazaquistão · 1Letônia · 1Romênia · 1Suécia · 1Turcomenistão · 1África do Sul · 1
Identificações74,2 milPaíses nativos2
  • Estados Unidos
  • México

Pontos de amarelo a laranja: concentração de identificações documentadas por país. Países a verde: área nativa com fonte. Fonte: GBIFÁrea nativa segundo o POWO (Kew).

Uma jovem olaia-americana (Cercis canadensis) comprada de raiz nua ou em vaso no início da primavera já carrega a forma do ano seguinte: uma pequena árvore larga, muitas vezes de vários troncos, que atinge cerca de 6 a 9 metros de altura, com uma copa quase tão larga, pelo que o local escolhido agora é o local que ela mantém para o resto da vida. Em março ou abril, antes de uma única folha se abrir, os ramos nus e até o próprio tronco irrompem em pequenas flores rosa-magenta em forma de ervilha, agrupadas diretamente sobre a casca, um traço chamado cauliflora que torna a olaia-americana instantaneamente reconhecível numa orla de bosque ainda em dormência. As folhas em forma de coração que se seguem desenrolam-se avermelhadas ou acobreadas em algumas cultivares, assentam num verde brilhante (ou, nas formas de folha púrpura, num bordô profundo) ao longo do verão, e caem depois de uma modesta exibição outonal amarela. É uma árvore rápida e tolerante enquanto o sistema radicular é jovem, e uma árvore exigente e implacável assim que amadurece, pelo que a maioria das decisões que importam acontecem nos primeiros dois anos após a plantação.

Origem e Área Nativa

A Plants of the World Online regista a área nativa da Cercis canadensis como o sudeste do Canadá até ao nordeste e centro-leste do México, e o epíteto da espécie canadensis alude especificamente à ilha Pelee, no sul do Ontário, o limite norte da sua distribuição selvagem. Dentro dessa área, é uma árvore de sub-bosque de bosques abertos, matagais, orlas de bosque, clareiras calcárias e margens de ribeiros e falésias rochosas, o que explica por que tolera uma vasta gama de luz e solo, mas ainda assim se inclina para a orla de árvores mais altas em vez de terreno aberto. O nome do género Cercis vem do grego kerkis, a lançadeira de um tecelão, uma referência à forma das vagens achatadas que se seguem às flores. Na natureza raramente forma povoamentos densos e puros; espera-se encontrá-la dispersa como árvore de sub-bosque ou de orla entre carvalhos, nogueiras-americanas e outras folhosas.

Cauliflora e a Exibição Floral da Primavera

O traço definidor da olaia-americana é a cauliflora: pequenas flores em forma de ervilha, com cerca de 1,3 cm de diâmetro e agrupadas em quatro a dez por nó, abrem diretamente de gomos em madeira com dois ou mais anos, por vezes até no tronco principal, em vez de apenas nas pontas do crescimento novo. A floração decorre de março a maio, consoante a latitude, sempre antes das folhas, pelo que, durante algumas semanas, toda a silhueta da árvore se lê como uma névoa rosa-magenta contra a casca cinzenta nua. As flores dão lugar a vagens achatadas, semelhantes a feijões, com 5 a 10 cm de comprimento, que começam verdes, amadurecem para castanho no final do verão e frequentemente permanecem na árvore até ao inverno, se nada as comer primeiro. As flores são uma fonte de néctar precoce e fiável para os beija-flores que regressam do sul, e as vagens e gomos alimentam aves canoras, pelo que a árvore compensa mesmo fora da época de floração.

Escolher uma Cultivar

A espécie tipo tem folhas verdes simples e flores rosa-magenta, mas a maioria das olaias-americanas vendidas em viveiros são cultivares nomeadas, enxertadas em porta-enxertos de plântula, já que as formas nomeadas não se reproduzem fielmente por semente. 'Forest Pansy' é a forma de folha púrpura mais plantada: o crescimento novo abre num vermelho-púrpura brilhante, amadurece para bordô e frequentemente esmaece para verde à sombra ou no final do verão, e prefere sol pleno a meia-sombra, com algum abrigo à tarde onde os verões são quentes. 'Merlot' mantém uma cor de folha vermelho-vinho semelhante, com melhor tolerância ao calor do que as formas púrpura mais antigas, 'Hearts of Gold' abre dourado-amarelado na primavera, e 'Ruby Falls' combina folhagem púrpura com um porte chorão compacto; a forma alba floresce num branco puro em vez do rosa-magenta da espécie. Onde importa uma população que se autossemeia fiel à espécie, opte por árvores da espécie tipo em vez de uma cultivar enxertada, já que as plântulas nascidas sob uma forma nomeada não corresponderão à planta-mãe.

Localização e Plantação

A olaia-americana não se transplanta bem depois de estabelecida: forma cedo uma raiz principal profunda e não tolera bem ter as raízes perturbadas ou cortadas, pelo que as plantas de viveiro dão melhor resultado plantadas pequenas e depois deixadas em paz, em vez de movidas mais tarde. Dê-lhe solo húmido e bem drenado e, quando possível, compre a partir de uma fonte que cultive plântulas de semente colhida localmente, já que as populações de olaia-americana variam em rusticidade ao frio ao longo da sua vasta área nativa, e uma árvore cultivada a partir de semente do sul pode sofrer várias zonas mais a norte. Como a copa madura acaba por atingir 7,5 a 10,5 metros de largura, mantenha-a bem afastada da casa, dos pátios, das entradas de automóvel e de canteiros estreitos; uma jovem planta num vaso pequeno não dá qualquer indicação do espaço que acabará por precisar. É também uma das poucas árvores ornamentais que tolera crescer perto de nogueira-preta, que envenena muitas outras espécies através da juglona na sua zona radicular, tornando-a uma escolha útil para um local que a maioria das árvores floridas recusaria.

Sol, Solo e Rega

O sol pleno dá a floração mais intensa e, nas cultivares de folha púrpura, a cor mais profunda, mas a olaia-americana é genuinamente tolerante à sombra como espécie de sub-bosque e floresce razoavelmente bem também em meia-sombra, apenas com uma exibição mais discreta. Cresce em solos ácidos, neutros e alcalinos, e em argila, franco ou areia, desde que a drenagem seja razoável; o que não perdoa é terreno encharcado durante longos períodos, o que se manifesta como edema nas folhas e sobrecarrega as raízes. Regue as plantações novas regularmente durante a primeira ou segunda estação de crescimento, enquanto a raiz principal se estabelece; uma árvore madura no solo raramente precisa de água suplementar fora de uma seca real, embora períodos secos prolongados ainda tendam a manifestar-se mais tarde como mais problemas de doença do que como murchidão evidente.

Poda e Gestão do Cancro

Pode para estabelecer um único líder ou alguns ramos principais bem espaçados enquanto a árvore é jovem, já que a madeira é apenas moderadamente forte, e forquilhas estreitas em V dividem-se com mais facilidade à medida que a árvore envelhece. A principal doença a vigiar é o cancro Botryosphaeria, que estrangula ramos e causa seca dispersa, folhagem rala e casca afundada e rachada; não existe fungicida que o controle de forma fiável depois de estabelecido, pelo que a única gestão real é cortar a madeira infetada 15 a 20 cm abaixo do cancro visível e desinfetar as ferramentas de poda com álcool entre cortes, para evitar espalhar o fungo. Como a Botryosphaeria ataca preferencialmente árvores sob stress, a melhor prevenção é evitar o stress hídrico, as feridas mecânicas e a má drenagem à partida, e não as pulverizações fungicidas. Pode no final do inverno, enquanto a árvore está dormente e as margens do cancro são mais fáceis de ver contra a madeira nua.

Pragas e Outros Problemas

Além do cancro, a olaia-americana pode contrair antracnose, murchidão por verticillium, mancha foliar, oídio e, em solo húmido, podridão da madeira, embora uma árvore saudável num local bem drenado geralmente resista a estes problemas. Cigarrinhas, membracídeos, enroladores de folhas, cochonilhas, lagartas, escaravelhos-japoneses e vários brocas alimentam-se dela em algum momento da estação sem causar danos graves a uma árvore estabelecida. Vigie os brocas com mais atenção numa árvore já sob stress por seca ou transplante recente, já que preferem madeira enfraquecida. As pica-paus-de-ventre-amarelo perfuram fileiras ordenadas de buracos na casca de algumas árvores, o que é mais cosmético do que perigoso, a menos que aconteça todos os anos no mesmo tronco. Evite o uso de herbicida glifosato perto da zona radicular ou em ervas próximas quando o vento possa fazer a pulverização derivar para as folhas, já que a olaia-americana é notavelmente sensível a danos por glifosato, que se manifestam como crescimento novo torcido e atrofiado na estação seguinte.

Erros Comuns

O erro mais comum é comprar uma olaia-americana jovem, decidir um ou dois anos depois que está no local errado e desenterrá-la para a mudar; uma árvore depois da primeira estação frequentemente não recupera de ter a raiz principal cortada uma segunda vez. O segundo é plantá-la demasiado perto de um pátio, entrada de automóvel ou fundação, partindo do princípio de que uma árvore vendida num vaso pequeno se manterá pequena, acabando por exigir poda intensa todos os anos contra uma envergadura de 7,5 a 10,5 metros que era inevitável desde o início. O terceiro é tratar o cancro Botryosphaeria como um problema de pulverização: recorrer a um fungicida em vez de podar a madeira infetada e corrigir o stress hídrico ou o problema de drenagem que deixou o fungo entrar desperdiça uma estação enquanto o cancro continua a espalhar-se.

Compartilhar

Teste os seus conhecimentos sobre plantas

Toque num cartão para o virar e revelar a resposta.

A olaia-americana floresce muitas vezes diretamente no tronco e nos ramos mais velhos, não apenas no crescimento novo. Toque para revelar
Este traço, chamado cauliflora, é a característica definidora da árvore: flores em forma de ervilha abrem de gomos em madeira com dois ou mais anos, por vezes diretamente no tronco.
A Cercis canadensis é nativa da Europa. Toque para revelar
A Plants of the World Online regista a sua área nativa como o sudeste do Canadá até ao leste e centro dos Estados Unidos e o centro-leste do México.
A olaia-americana transplanta-se facilmente em qualquer idade e tamanho depois de estabelecida no solo. Toque para revelar
Forma cedo uma raiz principal profunda e não tolera bem a perturbação das raízes, pelo que as plantas de viveiro devem ser plantadas pequenas e depois deixadas no lugar, em vez de movidas mais tarde.
Não existe fungicida que controle de forma fiável o cancro Botryosphaeria na olaia-americana depois de este se instalar. Toque para revelar
A gestão assenta em podar a madeira infetada bem abaixo do cancro e desinfetar as ferramentas entre cortes, não em pulverizações fungicidas.
A cultivar de folha púrpura 'Forest Pansy' mantém exatamente a mesma cor de folha durante todo o verão. Toque para revelar
O seu crescimento novo vermelho-púrpura brilhante amadurece tipicamente para bordô e frequentemente esmaece para verde à sombra ou no final do verão.

Fontes

Referências consultadas para este guia

Plantas semelhantes